Segunda-feira, Novembro 09, 2009

radio pm: Rubem Fonseca

Rubem Fonseca, O seminarista (2009) Editora Agir

Vídeo produzido por Retina 78, em texto narrado por Rubem Fosenca.

Ouçam por Outros Críticos: Dolorez

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Lacuna - Dolorez by outros críticos

Lacuna, canção de Dolorez, Marina na voz e violão (2009)

por Júlio Rennó:

música que é vento; palavra que é raiz; espaço aberto para pássaros e ruas cheias; tudo cala e tudo quer ser cantado; a solitude e a poesia:  sós.

por Marina:

quarto escuro; janela ao poente; noites em claro; vontade de ser; gravações rudimentares; técnicas instrumentais primárias; técnicas vocais primárias; acordes óbvios; microfone ruidoso; desafinos: dolorez.

http://www.myspace.com/solodolorez

Sábado, Novembro 07, 2009

Outros Críticos entrevistam Lucas Santtana

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"violões lacrimejam experimentos. é samba e é outra coisa" - Alberto Infante, Diário Austral

"joão está triste. essa juventude que quer ousar movendo sem respeito nossas pedras. respeito, boys!" - Barbara Woolfer, Revista de Cinema

"vou dar destaque a esse jovem na minha coluna sobre os filhos de tom zé" - Albert Chevalier, Le monde Decadence

"quando a experiência soa tranquila é que a música fica mais e mais bonita. barulho que tenha sentido" - Clarice Flor, Suplemento Palavra

"é a vez de lucas bater a porta da canção brasileira" - Anônimo, Fã Clube

"um poeta nas canções em inglês" - Poeta Anônimo, Clube de Literatura dos Corações Solitários do Sargento Carrero

Lucas Santtana é um moleque esperto, desses que acossam a tradição de todos os lados, daqueles que reverenciam o velho craque lhe dando um chapéu e dribles ligeiros. Eis outra música ligeira. E que dizem os velhos? Somos jovens, somos jovens. Agora.

No mês de Dezembro iremos lançar uma coletânea de Bootlegs que estamos organizando, já temos algumas faixas e esperamos a chegada de outras. E quem são outras, por favor, cheguem. Estamos ansiosos. Estamos aguardando uma entrevista com Cordel do Fogo Encantado e vamos preparar uma com Vítor Araújo. Por falar nisso, alguém tem o e-mail de Otto?

Rennó & Amélie: O disco “sem nostalgia”, desde o seu título, já parte de uma construção conceitual, ou seja, é preconcebido com a intenção de quebrar com a forma tradicional em que o formato “voz e violão” é conhecido no Brasil. Dessa maneira, pergunto se você não teve receio de ao conceber a ideia do disco acabasse por criar um punhado de faixas que carregam muito de conceito e forma e pouco de sentimento e vivacidade?

Lucas Santtana: Sim, tive receio. Isso passou pela minha cabeça durante o processo. Depois que fizemos “Super violão mashup” e “O violão de Mario bros” fiquei com vontade de radicalizar e fazer o disco todo só com micro-mashups. Mas aí, o disco não teria o lado canção, que tem tudo haver com o formato voz e violão. E como tinha canções fortes, não teria porque abandoná-las. O lance era achar, em termos de sonoridade, como não cair nos dois canais de voz e violão tradicionais. Abusar dos ambientes foi o diferencial.

Rennó & Amélie: Há como não ser nostálgico tendo a tradição de música popular tão forte e rica assolando e influenciando nossas vidas?

Lucas Santtana: Sempre que ouvimos algo novo, procuramos imediatamente referências de coisas que já escutamos ao longo da vida. Isso é imediato e intuitivo. É cada ouvinte colocando seu passado musical durante a escuta. Esse foi um disco no qual não me baseei em nada para fazê-lo. Durante sua feitura o que mais estava ouvindo era “global guettotech”, que não tem nada haver com o disco, hahahaha. Mas claro que inconscientemente deva ter ecos do meu passado musical, de coisas que ouvi durante a minha vida no disco.

Rennó & Amélie: A partir do momento em que você terminou o disco, como imaginou recriá-lo no palco? É realmente uma recriação? Ou você por algum momento vislumbrou a possibilidade de ‘copiar’ o disco para o palco?

Lucas Santtana: Então, um dos meus desejos quando pensei no disco era que algumas faixas soassem como se fosse uma banda, como é o caso de “Cira, Regina e Nana”, “Who can say which way”, “Amor em Jacumã” e “Recado para Pio Lobato”. Outras que soassem mais eletrônicas como “Super violão mashup”, “O violão de Mario Bros” e “I can’t live far from my music”, enfim. Na hora de transpor para banda foi fácil porque a sonoridade já era de banda com o violão fazendo a função de bateria, baixo, guitarra, etc. Com a mpc poderia transportar para o palco os ambientes e insetos do disco. O desafio mesmo foram as canções lentas como “Night time in the backyard” e “Hold me in”. E para elas realmente rolou uma recriação. Mas como a banda é foda, rolou tudo muito rápido. Tenho a vontade de fazer uma versão do show mais acústica, bem em cima do disco, mas isso é mais para frente.

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Rennó & Amélie: Gostaríamos que você falasse sobre “Cira, Regina e Nana”. A construção dos personagens nos remeteu, mesmo que de modo mais experimental, aos personagens de Caymmi. E o velho do mar ainda aparece em outra canção, resquício de nostalgia?

Lucas Santtana: Hahahahaha, não tô falando da sua audição particular? Jamais pensei em Caymmi nessa música. O sampler do violão dele abre o disco, aliás, que sampler! Antes de começar a fazer o disco cortei vários violões do Caymmi, ele é muito foda de riffs de violão. Mas voltando às vacas frias, “Cira, Regina e Nana” eu fiz para minha mulher Nana depois que assistimos ao filme “Todas as mulheres do mundo”, do Domingos de Oliveira. Como seria um disco de voz e violão, queria muito homenagear o meu mestre Jorge Ben, por isso, na verdade, a harmonia e melodia dessa música é propositalmente inspirada nele. E a batida é inspirada em outro mestre, Fela Kuti.

Cira Regina e Nana - Lucas Santtana by outros críticos

Rennó & Amélie: Ainda sobre as canções, gostaríamos que nos contasse como “Amor em Jacumã” entrou no repertório. Para mim, ela representa a espinha dorsal do disco, pois mantém o equilíbrio entre a tradição e o experimento. Você pensou nesse moldes, em equilibrar estes pólos, e se são realmente pólos para você?

Lucas Santtana: Tom Zé já é tradição e sempre foi experimento. Então acho complicado fazer essa diferenciação. “Amor em Jacumã” é uma música do grande baterista Dom Romão. Ele gravou essa música no disco “Hotmosphere”, de 1976, gravado em Los Angeles onde ele desenvolveu sua carreira. Conheci essa música através do artista plástico Cabelo, aqui do Rio. Fiquei alguns anos com ela na cabeça e resolvi gravar no disco. Busquei um clima bem largadão na gravação. Para ter haver com o que diz a letra. A bateria dela, por exemplo, gravei na sala da casa de um amigo meu em São Paulo. O violão e a voz, eu e Buguinha Dub gravamos no estúdio do Décio 7 que fica num sítio afastado de São Paulo, do lado de uma mata. Durante a gravação deixamos as janelas abertas e colocamos microfones para captar o ambiente da mata. No começo da música pousou um passarinho na janela e começou a cantar. Foi incrível porque ele cantou até o meio da música e foi embora. E cantou tudo no tempo certo. Se você ouvir com atenção vai percebê-lo. Parece que sampleamos o passarinho porque está muito no tempo certo da múscia, mas na real não mexemos em nada. Foi incrível!

Amor em Jacumã by outros críticos

Rennó & Amélie: Voltando aos palcos... Você está em turnê de lançamento do disco, e vi há algum tempo um show marcado para Recife na sua agenda do myspace, mas que foi retirado de lá. O que aconteceu? Há ainda a chance de você tocar por aqui? Nos shows que você vem fazendo há outros formatos de banda? Um formato mais enxuto, por exemplo? Aproveite para falar um pouco dos músicos que o acompanham.

Lucas Santtana: Iremos fazer uma turnê pelo nordeste por conta de um edital que ganhei em Salvador. A turnê estava agendada para setembro, mas houve atraso na burocracia. Então ainda não remarcamos, mas ela acontecerá com certeza e irá de salvador até São Luís.

A banda atualmente é formada por Regis “Mr. Spaceman” Damasceno na guitarra, Rian Batista no baixo, Dustan Gallas nos teclados e Bruno Buarque na bateria e mpc. Todos eles são muito talentosos e desenvolvem trabalhos solos e com outras bandas também.

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radio pm: Júpiter Maçã

A marchinha psicótica de Doutor Soup

Antes de nada eu gostaria de explicar
Segue agora um mosaico de imagens mil
Chamado a marchinha psicótica de dr. Soup
A noiva do arlequim e o malabarista
Chegaram junto com a fada e o inspetor nazista
Chacretes e coristas em teatro de revista

Bem-vindos a orgia niilista, ai que gostoso
Que delícia, muito mais paulista
Anunciados o homem-bala e a mulher canhão
A musa do Pinóquio era bolchevista
A mais formosa melindrosa pega na Suíça
Suíça pra ela era pegar rapaz

E pra provar minha querida
O meu amor tão radical
Eu escrevi essa marchinha
Para tocar no carnaval

O milênio passaria e a marchinha seguiria
Sendo cult underground
Mas até 2020 seria revisitada
E virar hit nacional

O timbre do Caetano é super bacana
Não pense que eu estou copiando, que eu sou banana
Peguei emprestado pras artes da semana
Abrindo as portas da percepção
Um tal de Aldous Huxley de cara, ficou doidão
Tomando toda a solução

Doidão é apelido para a paranóia
Toda jibóia, toda bóia, toda clarabóia
Querida, que tal baixar o televisor?
Deitado no divã com Woody Allen
Eu tive um sonho com aquele estranho velho alien
Que era cabeça Bob Dylan, barba Ginsberg Allen

E pra provar minha querida
O meu amor tão radical
Eu escrevi essa marchinha
Para tocar no carnaval

O milênio passaria e a marchinha seguiria
Sendo cult underground
Mas até 2020 seria revisitada
E virar hit nacional

Lançamento: Amps & Lina - EP

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ampslina, lançando novo ep (2009)

em breve canções para download…

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Show: Dolorez…

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Dolorez

radio pm: Eddie Vedder

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Long Nights - Eddie Vedder by outros críticos

fonte do download: Trilha do medo

radio am: Kassin+2

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Fonte: www.umquetenha.org

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Show: Kassin

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Kassin

Lançamento: Rafael Castro

Rafael Castro e os monumentais

Direção e fotografia: Christian Camilo
Direção artística: Christian Camilo e Rafael Castro

www.twitter.com/instiga
www.twitter.com/rocknbeats
www.rocknbeats.com.br

Fonte: Filipe Franco

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

radio pm: Devendra Banhart, Baby – EP (2009)

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EP - devendra banhart, baby (2009)

radio pm: Nirvana

nirvana – live at reading

Ouçam por Outros Críticos: Otto & Céu

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2. Otto - O Leite by adiospoeta

O leite, do disco “certa manhã acordei de sonhos intranquilos (2009), de Otto, com participação da cantora Céu.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Show: Volver & Madame Saatan

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Fonte: Zeca Vianna

ps. Resolvemos cortar o cartaz original pois devido ao formato do blog não era possível enxergar as informações do show.

2 shows por Alavanca: Stela Campos & Banda Gentileza

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Fonte: Agência Alavanca

Domingo, Novembro 01, 2009

Lista: 9 discos de 2009 por Outros Críticos


Essa é a seleção de discos e eps lançados nesse ano, 9 álbuns escolhidos pelos heterônimos do Blog Outros Críticos. Resolvemos postar em ordem alfabética, para evitar outras palavras e bobagens futuras. Ouvimos um bocado esses discos, outros mais que são de outros tempos também entrariam, mas resolvemos ser firmes e só pôr discos de 2009, 9. Ouçam por Outros Críticos.


ep lullabies for western babies DOWNLOAD



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Thiago Pethit - Em Outro Lugar


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